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08 Julho, 2007

Outros tempos

Lembro que fiquei muito bravo quando o Andre Forastieri malhou o pau no álbum Clandestino, do Ira!, numa crítica da Revista Bizz (1990). Nem imaginava que ele só estava querendo soar como um Pedro de Lara, apenas fazendo contrapontos...

Tempos mais tarde, depois de sumir e voltar, a revista subiu no telhado de vez. Na era do Google e compartilhamentos de mp3, não há mais espaço pra nada que não seja virtual... ainda mais quando não se tem foco, nicho, o que parece ser o caso da publicação.

Transcrevo aqui as observações do blog Coluna Extra sobre o fim da Bizz.

Perguntas sem respostas. Ou quase.

No dia 26 de maio, enviei para a assessoria de imprensa da revista Bizz, muito prestativa por sinal, três perguntas para o editor Ricardo Alexandre, que, como você pode conferir abaixo, tratavam basicamente do perfil da publicação e do certo contraste entre o conteúdo e os anúncios.
1) O que motivou a mudança no perfil da revista, que voltou ao mercado focada e com o lema "música é tudo", mas que agora está abrindo mais espaço para outros assuntos, como cinema, por exemplo? O que a Bizz pretende com essa mudança?

2) Na sua avaliação, uma mudança como essa, de perfil editorial (mesmo que no passado a Bizz tenha destacado o assunto cinema), não remete àquela velha questão de que revista especializada em música não vinga no Brasil e que por isso tem abrir o leque para outros assuntos?

3) Conversando com colegas leitores, observamos um certo descompasso entre o conteúdo da revista e alguns anúncios. Ou seja, há anúncios voltados para um público mais jovem, quase adolescente, mas há um conteúdo para pessoas mais velhas (casa dos 30 e poucos, como é o meu caso e que são leitores de longa data da revista). O que você pensa a respeito dessa percepção?
No dia 28 de maio, a assessoria me escreve para dizer que o Ricardo estava de férias e retornaria somente no dia 4 de junho. "Ok, eu espero", respondi. Mas enquanto esperava, li notas sobre a saída de Ricardo Alexandre (fiquei sem as respostas) e sobre o fim da revista (uma resposta para as três perguntas?), que iria circular pela última vez no mês de julho com o último show dos Los Hermanos na capa.

Segundo reportagem de Thaís Naldoni no Portal da Imprensa, a Editora Abril disse em nota que pretende manter o site no ar e fazer de Bizz uma publicação esporádica com matérias especiais. Thaís escreve ainda que "fontes internas informaram ao Portal Imprensa que o fechamento da revista vem sendo estudado há dois meses, em razão de seu baixo faturamento em publicidade e vendagem em bancas". E não duvido que o sucesso comercial da concorrente recém-chegada Rolling Stone tenha contribuído para a decisão (é sempre impressionante a seqüência de anúncios de página dupla que costuma abrir as edições da RS).

E essa história da Abril manter Bizz como um título esporádico não faz o menor sentido, especialmente porque não terá o caráter de teste de mercado, medir a receptividade para um produto com periodicidade. Eu, sinceramente, não vejo mais mercado para o título. O nome "Bizz" já cumpriu sua missão e deveria ser preservado. Está na história como uma boa lembrança. E se não vai para as bancas a cada mês, é lá, na lembrança, que deve ficar.

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05 Julho, 2007

Para os São Paulinos e Irados!

Quem sabe aqui um dia fazemos uma parceria com o Peçanha...


Quem vê Rogério Ceni em ação pelo São Paulo, seja defendendo o gol ou cobrando faltas e pênaltis, não imagina que ele tem outros talentos. Fora do campo, troca as luvas por violão e microfone, solta a voz e toca suas músicas preferidas. O ídolo tricolor é tão afinado que poderia ser cantor profissional, garante Edgard Scandurra, líder do Ira!.

O rock é o estilo musical preferido de Ceni, que curte bandas internacionais clássicas como Dire Straits e Pink Floyd, além das históricas formações nacionais, como Legião Urbana e Ira!. Mas o goleiro também toca outros estilos e, por influência dos irmãos, ouve Fagner e Zé Ramalho. Ele é modesto ao falar de seu desempenho como instrumentista.

- Toco um pouquinho de tudo, mas não toco bem nada (risos). Aproveito o tempo na concentração para praticar, mas sozinho - brinca o capitão são-paulino, que prefere "poupar os ouvidos" dos companheiros.

O GOSTO MUSICAL DE ROGÉRIO CENI
Foto: Rubens Chiri
  • Pink Floyd
  • Dire Straits
  • Whitesnake
  • Aerosmith
  • Ira!
  • Nando Reis
  • Legião Urbana
  • Fagner
  • Zé Ramalho

Mas Ceni está sendo modesto mesmo. Opinião de profissional. O guitarrista Edgard Scandurra conheceu o goleiro na gravação de um programa. Tocaram juntos, e o músico se impressionou ao ver o jogador cantar e tocar músicas do Ira!. Deu uns toques, ensinou alguns acordes e deste encontro surgiu uma grande amizade. Scandurra passou a freqüentar a casa de Ceni, e as famílias logo tornaram-se próximas. Ele avalia o desempenho do amigo, que já é um excelente cantor.

- O Ceni tem uma voz bonita e uma afinação que muito cantor profissional não tem. Ele tem talento e canta com sentimento, de olhos fechados, mostrando amor pelo que faz. Poderia seguir carreira se desejasse. Como instrumentista, ele precisaria praticar mais, mas também não teria problemas em seguir a profissão - afirma Scandurra.

ROGÉRIO CENI NO EMBALO DAS MÚSICAS DO IRA!
  • "Se sou eu ainda jovem passando por cima de tudo. Se hoje canto essa canção,o que cantarei depois"
  • "Mais um ano que se passa, mais um ano sem você. Já não tenho a mesma idade, envelheço na cidade"
  • "Superficial como um espinho. Me deixou aqui sozinho. Ferido no coração. E eu virei esta pequena ilha. Fechada em meus sentimentos. Calado e tão só"
DIAS DE LUTA ENVELHEÇO NA CIDADE SUPERFICIAL

No seu último aniversário, Ceni contratou uma banda para animar a festa. Chamou o amigo guitarrista para dar uma "canja" e se juntou ao grupo. Entre as canções do repertório, "Envelheço na cidade", "Superficial" e "Dias de luta", todas do Ira!. Scandurra, que hoje desenvolve música eletrônica, conta que seria um prazer gravar algo ao lado do goleiro.

- Por ele ser um ídolo em evidência, não quero parecer me aproveitar disso. Mas seria muito interessante gravar algo com ele, uma grande idéia - completa o músico. Topas, Ceni?

Globo Esporte

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03 Julho, 2007

Test Drive

Como de praxe comprei o novo CD do Ira!, Invisível DJ. Já conhecia algumas coisas por download e estou gostando. A notícia boa é que para quem quiser fazer um test drive antes de gastar dinheiro, o site da banda traz um player com todas as músicas (em qualidade inferior, mas bem audível). Vale então conhecer a faixa título e pérolas como a Simon & Garfunkeliana "Mariana foi pro Mar".
Presteza que até então não conhecia no BRock.

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02 Julho, 2007

Achando tempo

O desafio agora é encontrar tempo: entre o trabalho, o futebol e as nossas aulas que invadem até os finais de semana, sobram poucas janelas de tempo.
Pensamos em usar os finais das noites, o que parece a única alternativa...

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01 Julho, 2007

Esquecendo o passado

Por coincidência assisti a dois filmes nesse fim de semana com uma temática em comum: a vida à sombra do passado. O primeiro é o encerramento da série Rocky, Rocky Balboa (ou Rocky VI, para os que fizeram as contas), onde o garanhão italiano expurga os seus fantasmas voltando para uma última luta. Totalmente previsível, inclusive o fato de eu saber que iria me divertir.
O outro, que motivou este post foi Letra e Música, com Hugh Grant e Drew Barrymore (a eterna menininha do ET). Uma comédia que traz a história de um astro decadente dos anos 80, tentando novamente o sucesso, porém sem encontrar inspiração para compor.
Vale pelas piadas com os shows constrangedores (playback) em parques de diversões para o mesmo público antigo e envelhecido. Destaque também para a reprodução oitentista do videoclipe de abertura (veja abaixo), cheio dos cabelos, efeitos e roupas bregas. Filme leve, com uma bela canção tema (que não é a do clipe abaixo).

Agora, quando tentar achar no piano algo pra completar nosso álbum, vai ser impossível não lembrar do personagem de Grant. :)

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30 Junho, 2007

Um novo suspiro

Meses depois, retomamos algumas gravações: gravadas as trilhas guia de 20 minutos e da faixa título Último Suspiro, esta última uma instrumental com várias guitarras limpas sobrepostas.
Enquanto a última canção do álbum não é definida, decidimos gravar o que já temos.

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03 Maio, 2007

Fazendo Música, Jogando Bola


Seguindo a dica do Pepeu Gomes, disputamos e vencemos um torneio de futebol pelo Trevosk FC, time de infância reeditado no século XXI. A empolgação é tanta que resolvemos gravar o hino do Trevosk, uma bobagem composta em 1986. É só abrir uma janelinha de tempo e vamos em toque de caixa - literalmente - registrar em áudio a música pela primeira vez.

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